quinta-feira, 8 de março de 2012


Mulheres chefiam 38,4% dos lares marilienses, aponta IBGE

Nos últimos dez anos, número de famílias sustentadas por elas cresceu 95,2%

AUTONOMIA - Adriana chefia o lar que divide com os filhos Ana Júlia, e os gêmeos Mariana e Maycon - Foto: Paulo Cansini

Em pleno Dia Internacional da Mulher, os dados do Censo de 2010 demonstram a fibra do público feminino e apontam que dos 68.716 domicílios de Marília, 26.431 são chefiados por elas, representando 38,4% do total.
Em 2000, o número de mulheres desempenhando o papel de chefe da casa era 95,2% menor, quando 13.539 dos 55.789 dos domicílios marilienses eram sustentados por elas.
Os motivos para tal quadro são variados e vão desde o divórcio até a viuvez impondo situações para o gênero considerado fraco. Porém a maioria delas passa por dificuldades financeiras e emocionais e supera todo este processo.
Com três crianças pequenas para criar e uma vida toda pela frente, a escriturária Adriana Nogueira dos Santos, 33, perdeu o marido há cerca de dois anos em um acidente de trânsito. “Foi como se o chão fosse tirado dos meus pés e a responsabilidade caiu toda sobre meus ombros sem ao menos estar preparada”.
Os filhos Ana Júlia, 11, e os gêmeos Mariana e Maycon, 5, são o eixo da vida de Adriana que acorda muito cedo e enquanto não deixa todos prontos para ir à escola de período integral, não dedica tempo para se arrumar para as oito horas diárias de trabalho, quando entra na área profissional. De volta do trabalho após as 18h, a dona de casa encara o fogão para cozinhar e as outras tarefas que mantém o lar da família em ordem.
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“O que mais me dói é no final de semana, quando as crianças querem passear e nem sempre tenho dinheiro”, desabafa. A correria de mãe de família também faz parte da rotina da bibliotecária Sônia Regina Machado, 53, que se divorciou há 14 anos, quando a filha Juliana ainda tinha 12 anos. “Foi uma fase difícil, mas dediquei todo meu tempo para ela e sincronizei nossos horários, garantindo uma boa educação para ela”.
Há quatro anos a filha mora em Curitiba e Sônia tem todo tempo para cuidar de si e do trabalho.




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