quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


Rico é preso e caçada termina com apreensão de armas e munições

Com apoio da PM, Polícia Civil prendeu criminoso mais procurado da cidade

Havia quatro mandados de prisão contra ele. Foragido há quase um ano e meio. O criminoso mais procurado pelas Polícias Civil e Militar de Marília e considerado também um dos mais perigosos da cidade. Foram dezenas de buscas sem sucesso, mas a caçada terminou logo nos primeiros minutos da manhã de hoje (7).
Alex Amarildo de Oliveira, 26, mais conhecido como Rico, integrante de uma das principais quadrilhas de traficantes da cidade, que é chefiada pelo irmão, Waldir Francisco de Oliveira, 33, o Chibiu, foi encontrado e capturado em uma propriedade rural em Oscar Bressane (40 km de Marília).
Eram 6h e Rico tirava leite de uma vaca nas dependências do sítio. Seguidos fachos de luz vindos de estrada sinuosa tiraram a sua atenção. Ao olhar mais atentamente, viu o comboio de viaturas há menos de 500 metros de distância. Eram dez, com quase 30 policiais, entre civis e militares que faziam o cerco.
Mesmo encurralado, Rico correu em direção a casa. Lá estavam sua amásia e comparsa em um assassinato, Ingrid Daiane de Souza Carvalho, 24, e seu irmão e também procurado pela polícia, Daniel Augusto de Oliveira, 23, o Dani, além de Claudeir Lopes dos Reis e sua esposa, Angélica de Souza da Silva.
Rico só teve tempo de acordar Dani, que se levantou e seguiu o irmão na tentativa de fuga. Conhecido também por ter os ‘dedos leves’ – termo atribuído pela polícia que identifica o criminoso que atira ao se sentir ameaçado –, ele sequer teve tempo de se apoderar de uma das cinco armas que escondia na casa.
Perseguidos de perto ainda dentro da propriedade, os irmãos atolaram em um lamaçal. Descalços e sujos, foram algemados e colocados na mesma viatura onde estava o delegado Aéliton Roberto de Souza, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e responsável pela operação.
Com mais tranqüilidade, policiais civis e militares fizeram uma varredura no sítio. Encontraram quatro armas de cano longo. Três eram espingardas, sendo que duas delas estavam equipadas com mira telescópica e silenciador. Outra era uma escopeta calibre 12. Também foi apreendido revólver menor, uma garrucha calibre 22.
Ainda nas buscas no interior da casa, os policiais encontraram mais de 100 munições de diversos calibres – algumas das balas estavam deflagradas –, seis celulares e cerca de R$ 500 em dinheiro. Do lado de fora, Fiat Tipo, Volkswagen Fusca e Yamaha XR também foram achados e apreendidos.
Já se passavam das 7h30 quando Rico e o irmão chegaram à DIG de Marília. Ao perceber a presença da imprensa, os dois protestaram e usaram a camiseta para esconder o rosto. Reis não dividiu espaço no camburão e não se preocupou em esconder o rosto. Ingrid e Angélica chegaram juntas, ambas sem algemas.
Na porta da delegacia, Aéliton Roberto de Souza adiantou que todos serão presos com base no artigo 288 (formação de quadrilha ou bando). Neste momento, eles prestam depoimento. Por enquanto, não foi agendada entrevista coletiva. Mais informações na edição de amanhã do Jornal Diário



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