sexta-feira, 18 de novembro de 2011


Antropóloga mariliense morre vítima de acidente em Brasília

Marina Ravazzi foi coordenadora de Políticas para Mulheres em Marília

Há um ano, Marina Ravazzi atuava como antropóloga da FUNAI - Foto: Kelly Crosana Ikuma

Faleceu na manhã de ontem, por volta das 7h40, a antropóloga mariliense Marina Monteiro de Queiroz Ravazzi, 26, vítima de acidente ocorrido no Eixão Norte, no entorno da cidade de Brasília. Ela morava e trabalhava na capital federal há um ano.
Marina dirigia um VW Gol prata e segundo as primeiras investigações teria se sentido mal ao volante. Ela perdeu o controle e colidiu com um VW Fox verde com dois ocupantes.
A antropóloga foi levada de helicóptero ao Hospital de Base em Brasília, mas não resistiu aos ferimentos e acabou tendo sua morte confirmada por volta das 10h.
Marina deixa os pais Valter Roberto Ravazzi e Rosalina Monteiro Queiroz, que moram em Marília, e a irmã Lara, residente hoje em São Paulo.
Comovido com a perda, o pai Valter Ravazzi disse que a filha estava ansiosa para a chegada das primeiras férias após a mudança de cidade, que aconteceria no mês de dezembro. Ele afirmou que Marina tinha uma ligação muito forte com a família.
“Ela sempre vinha nos visitar e estava animada com os planos das férias e o final de ano que passaria conosco aqui em Marília”.
Segundo informações de amigos e familiares, a mãe Rosalina viajou em voo fretado à capital federal com um de seus irmãos para providenciar o translado do corpo, que deve ser velado e sepultado ainda hoje. Porém o horário e o local não estavam definidos até o fechamento desta edição.


Marina lutou em defesa da mulher

Marina Ravazzi ajudou a criar a Coordenadoria de Políticas para Mulheres em Marília e atuou por quase dois anos a frente do órgão. Entre as principais bandeiras defendidas por ela, a igualdade de direitos entre homens e mulheres foi um destaque.
.
Segundo a amiga da família Cleide Zaninoto, que acompanhou o desenvolvimento da antropóloga, Marina foi uma moça diferenciada.
“Apesar de jovem, ela sempre foi politizada e consciente dos problemas da sociedade, ela abriu as portas para a criação da coordenadoria”.
No início de novembro de 2010, a mariliense deixou a cidade para assumir o cargo de antropóloga na Funai (Fundação Nacional do Índio) em Brasília. Mesmo assim, deu andamento aos projetos da Coordenadoria com o Centro de Referência da Mulher.
Segundo a delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) Rossana Camacho, a perda de Marina é “imensurável”.
Ela conta que há 15 dias a antropóloga esteve no município para tratar de assuntos referentes à implantação do Centro. “Estamos muito sentidos com essa perda já que ela estava sempre presente, mandando e-mails telefonando”.
Em entrevista a rádio Dirceu AM, em março de 2010, Marina Ravazzi mostrou sobre o que lutava e no que a coordenadoria estava focada.
“Não queremos tomar o mundo para as mulheres, só queremos compartilhar com os homens de forma igual. Esse é o sonho que a gente quer para o mundo. Um mundo equivalente onde teremos o mesmo espaço e que realmente seja alcançado através do diálogo”.





Compartilhe



0 Comentário(s)

    Escreva o seu comentário

Nenhum comentário:

Postar um comentário