Salário de vereador pode bancar 2 médicos, 3 policiais ou 4 professores
Gasto com possíveis oito novos vereadores dá para contratar 35 médicos
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A partir de 2013 a cidade pode contar com 21 vereadores, sendo que apenas os oito novos legisladores e seus assessores diretos devem gerar o custo mensal de R$ 75.162 a mais nos cofres públicos.
É o que prevê projeto aprovado em primeira discussão há pouco mais de dois meses pela Câmara, mas que até hoje não entrou na pauta para segunda discussão.
O aumento do número de vereadores e, conseqüente, elevação dos gastos públicos provocam reclamações dos eleitores. Para a maioria, a mudança é desnecessária.
É o que pensa a auxiliar de enfermagem Marinilza Pereira. Para ela o número atual de 13 vereadores já é exagerado. “Se formos avaliar pelo trabalho que desempenham acho que uns oito vereadores já estaria de bom tamanho”.
Dorival Gonçalves, desempregado, considera a proposta da mesa da Câmara uma afronta. “Falta tanta coisa para melhorar na cidade e esse pessoal pensando em gastar mais com vereadores. É uma brincadeira de mau gosto”.
COMPARE
Com os mesmo R$ 75 mil gastos com mais oito vereadores a cidade poderia contratar, por exemplo, 35 novos médicos – com salário inicial de R$ 2.138 – para atuação nos postos de saúde.
O recurso daria também para contratar 70 atendentes de enfermagem, 68 professores de Emei ou ainda bancar a atuação de 46 soldados de 2ª classe para fortalecerem a segurança pública no município.
E isso tudo contabilizando apenas o vencimento mensal de R$ 5.572 de cada vereador, mais o salário pago a cada um dos três assessores a que tem direito. Esse custo não contabiliza as verbas de gabinete disponíveis com telefone, material, Visa vale e outros benefícios.
+ informações
Apenas no mês passado o gasto da Câmara com telefone passou dos R$ 4,3 mil. Com o Visa Vale o custo chegou a R$ 29 mil, valores que tendem a aumentar proporcionalmente com a chegada de novos servidores.
Projeto segue sem previsão
Votado e aprovado em 20 de junho, o projeto que aumenta o número de cadeiras na Câmara ainda não foi e segue sem previsão de quando deve ir à segunda discussão, para, enfim, seguir à sanção do prefeito Mário Bulgareli ou ser rejeitado.
Por se tratar de uma alteração na Lei Orgânica do Município, o projeto precisou respeitar o mínimo de 15 dias até estar apto a entrar novamente na pauta. Cumprido o prazo, agora cabe ao presidente da Câmara, Yoshio Takaoka, colocar o tema novamente em votação.
Assim que for à plenário, o projeto vai precisar do voto de pelo menos dois terços do total de vereadores. O vereador Sidney Gobetti (PC do B), que não votou na primeira discussão, será decisivo, caso os outros 12 vereadores mantenham suas posições.
Isso porque em junho o projeto passou com oito votos a favor e quatro conta, o que quer dizer que se Gobetti rejeitar a proposta o texto será arquivado.
Salário de vereador pode bancar 2 médicos, 3 policiais ou 4 professores
Gasto com possíveis oito novos vereadores dá para contratar 35 médicos
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A partir de 2013 a cidade pode contar com 21 vereadores, sendo que apenas os oito novos legisladores e seus assessores diretos devem gerar o custo mensal de R$ 75.162 a mais nos cofres públicos.
É o que prevê projeto aprovado em primeira discussão há pouco mais de dois meses pela Câmara, mas que até hoje não entrou na pauta para segunda discussão.
O aumento do número de vereadores e, conseqüente, elevação dos gastos públicos provocam reclamações dos eleitores. Para a maioria, a mudança é desnecessária.
É o que pensa a auxiliar de enfermagem Marinilza Pereira. Para ela o número atual de 13 vereadores já é exagerado. “Se formos avaliar pelo trabalho que desempenham acho que uns oito vereadores já estaria de bom tamanho”.
Dorival Gonçalves, desempregado, considera a proposta da mesa da Câmara uma afronta. “Falta tanta coisa para melhorar na cidade e esse pessoal pensando em gastar mais com vereadores. É uma brincadeira de mau gosto”.
COMPARE
Com os mesmo R$ 75 mil gastos com mais oito vereadores a cidade poderia contratar, por exemplo, 35 novos médicos – com salário inicial de R$ 2.138 – para atuação nos postos de saúde.
O recurso daria também para contratar 70 atendentes de enfermagem, 68 professores de Emei ou ainda bancar a atuação de 46 soldados de 2ª classe para fortalecerem a segurança pública no município.
E isso tudo contabilizando apenas o vencimento mensal de R$ 5.572 de cada vereador, mais o salário pago a cada um dos três assessores a que tem direito. Esse custo não contabiliza as verbas de gabinete disponíveis com telefone, material, Visa vale e outros benefícios.
+ informações
Apenas no mês passado o gasto da Câmara com telefone passou dos R$ 4,3 mil. Com o Visa Vale o custo chegou a R$ 29 mil, valores que tendem a aumentar proporcionalmente com a chegada de novos servidores.
Projeto segue sem previsão
Votado e aprovado em 20 de junho, o projeto que aumenta o número de cadeiras na Câmara ainda não foi e segue sem previsão de quando deve ir à segunda discussão, para, enfim, seguir à sanção do prefeito Mário Bulgareli ou ser rejeitado.
Por se tratar de uma alteração na Lei Orgânica do Município, o projeto precisou respeitar o mínimo de 15 dias até estar apto a entrar novamente na pauta. Cumprido o prazo, agora cabe ao presidente da Câmara, Yoshio Takaoka, colocar o tema novamente em votação.
Assim que for à plenário, o projeto vai precisar do voto de pelo menos dois terços do total de vereadores. O vereador Sidney Gobetti (PC do B), que não votou na primeira discussão, será decisivo, caso os outros 12 vereadores mantenham suas posições.
Isso porque em junho o projeto passou com oito votos a favor e quatro conta, o que quer dizer que se Gobetti rejeitar a proposta o texto será arquivado.
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