domingo, 11 de março de 2012


PT de Toffoli tem participação direta no desastre administrativo de Bulgareli

Partido vai movimentar R$ 252 milhões em 2012, cerca de 40% do orçamento


Com a renúncia repentina à prefeitura de Mário Bulgareli na última segunda-feira (5) a administração municipal caiu “no colo” do PT do até então vice Ticiano Toffoli. Mas apesar das críticas e da tentativa de desvincular sua imagem dos escândalos, abandono e corrupção que tomou conta da prefeitura após a reeleição de Bulgareli (2009-2012), o Partido dos Trabalhadores está diretamente ligado ao caos administrativo que a cidade vem passando.
Para se ter uma dimensão exata, apenas em 2012 as secretarias e autarquias controladas pelo partido devem movimentar quase R$ 252 milhões, o que representa cerca de 40% do total de R$ 654 milhões previstos de orçamento municipal para o ano.
Desse montante, R$ 129 milhões estão nas mãos da secretaria da Saúde - sob comando de Júlio Zorzetto -, a mais criticada pela população. E mesmo com essa montanha de dinheiro, faltam médicos, remédios e unidades de saúde para darem conta da demanda crescente. Isso sem falar nas promessas não cumpridas de entrega de novos pronto-atendimentos, entre outras tantas.
Uma autarquia que também não vem sendo poupada de duras críticas é o Daem (Departamento de Água e Esgoto de Marília), que até a data da renúncia era comandada pelo próprio Ticiano Toffoli. São sete anos sem construir poços profundos, barragens, represas ou qualquer mecanismo de captação para amenizar a falta d’água que atinge praticamente toda cidade, mesmo com orçamentos bastante generoso a disposição.
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E ao mesmo tempo que não aumenta a oferta de água, o desperdício é crescente. Técnicos e especialistas afirmam que cerca de 35% da água captada se perde antes de chegar a torneira do cidadão, graças a uma rede de distribuição precária que se destaca pela quantidade de vazamentos.
Outro caso notório é o da Emdurb (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional de Marília). Nas mãos do petista Moisés Paixão, a empresa há muito tempo deixou de cumprir o papel para o qual foi criada e hoje, sem fonte de arrecadação própria, opera com déficits sucessivos. Sequer a organização do trânsito, que está a cargo da autarquia, é realizada com o mínimo de competência.
Por fim, mesmo com orçamentos relativamente mais modestos, as secretarias de Governo, Trabalho e Inclusão - R$ 3,1 milhões - e da Juventude - R$ 648 mil - desde que foram criadas, há dois anos, pouco fizeram de efetivo e até agora não se justificaram. Em resumo, nem o PDT que é o partido do ex-prefeito Bulgareli talvez tenha relação tão próxima com alguns dos principais gargalos que hoje a cidade enfrenta.




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